Monitoramento periódico registrou a evolução térmica de um rolamento até o nível crítico. Isso permitiu decidir por uma parada programada.
Dois rolamentos de máquinas equivalentes na mesma linha de produção foram incluídos em um programa de monitoramento periódico, com leituras térmicas realizadas em intervalos regulares para acompanhar sua condição operacional ao longo do tempo.
O Rolamento da Máquina 2 se manteve estável durante todo o período, oscilando entre 38°C e 55°C, dentro da faixa considerada normal pro equipamento. Já o Rolamento da Máquina 1 partiu de valores parecidos (45°C) e apresentou uma curva de crescimento consistente: 54°C, 53°C, 56°C, 76°C, e depois acelerou até 88°C, 160°C e finalmente 257°C na última leitura.
A comparação entre os dois rolamentos, de máquinas equivalentes e sujeitos a condições de operação comparáveis, deixou clara a divergência: um permaneceu estável, o outro entrou em trajetória de falha. O gráfico temporal mostrou algo que uma inspeção pontual não revelaria: o que importa não é a temperatura absoluta num único instante, é a tendência.
A leitura de 88°C já cruzou o limiar de atenção definido no referencial técnico do cliente, sinalizando a necessidade de intervenção. A confirmação em 160°C e 257°C nas leituras seguintes validou a urgência da parada para manutenção.
Com a tendência documentada, o cliente pôde programar a substituição do rolamento numa parada planejada, evitando a quebra não programada do equipamento. Num rolamento nessa faixa de temperatura, isso tipicamente resulta em dano ao eixo e parada de emergência de toda a linha.
O monitoramento periódico transforma uma leitura isolada em decisão com antecedência real.